Três categorias do Oscar nos anos 1930

A 94ª edição do Oscar está chegando! Ao longo do tempo, o prêmio da Academia passou por muitas mudanças. Categorias foram criadas, extintas e alteradas. Algumas trocaram de nome – como Direção de Arte, que se transformou em Design de Produção – e outras eram divididas e foram unificadas – como a de Fotografia, que já foi separada em Cores e Preto e Branco.

Hoje vamos relembrar os vencedores de três categorias concedidas nos anos 1930 que não existem mais.

MELHOR HISTÓRIA

História não deve ser confundida com roteiro. O Oscar de Melhor História premiava o tratamento do filme, que descrevia o enredo e os personagens, mas sem diálogos, sendo posteriormente transformado em um roteiro completo. Um filme podia ganhar tanto o Oscar de Melhor História como o de Melhor Roteiro. A categoria existiu até 1957, e os vencedores na década de 1930 foram:

1930-1931 – John Monk Saunders, por A Patrulha da Madrugada (The Dawn Patrol, 1930)

1931-1932 – Frances Marion, por O campeão (The Champ, 1931)

1932-1933 – Robert Lord, por A única solução (One Way Passage, 1932)

1934 – Arthur Caesar, por Vencido pela lei (Manhattan Melodrama, 1934)

1935 – Ben Hecht e Charles MacArthur, por O energúmeno (The Scoundrel, 1935)

1936 – Pierre Collings e Sheridan Gibney, por A história de Louis Pasteur (The Story of Louis Pasteur, 1936)

1937 – Robert Carson e William A. Wellman, por Nasce uma estrela (A Star Is Born, 1937)

1938 – Eleanore Griffin e Dore Schary, por Com os braços abertos (Boys Town, 1938)

1939 – Lewis R. Foster, por A mulher faz o homem (Mr. Smith Goes to Washington, 1939)

William A. Wellman, ganhador por Nasce uma estrela ao lado de Robert Carson

MELHOR ASSISTENTE DE DIRETOR

O trabalho do assistente de diretor é cuidar do andamento dos trabalhos e manter a ordem no set. O prêmio foi concedido apenas de cinco vezes. No primeiro ano, a premiação não foi para nenhum filme específico e teve vários ganhadores.

1932-1933 – Charles Barton (Paramount), Scott Beal (Universal), Charles Dorian (MGM), Fred Fox (United Artists), Gordon Hollingshead (Warner Bros.), Dewey Starkey (RKO) e William Tummel (Fox)

1934 – John Waters, por Viva Villa! (1934)

1935 – Clem Beauchamp e Paul Wing, por Lanceiros da Índia (The Lives of a Bengal Lancer, 1935)

1936 – Jack Sullivan, por A Carga da Brigada Ligeira (The Charge of the Light Brigade, 1936)

1937-1938 – Robert Webb, por Na velha Chicago (In Old Chicago, 1938)

Jack Sullivan com Errol Flynn, Michael Curtiz e David Niven durante as filmagens de A Carga da Brigada Ligeira

MELHOR DIREÇÃO DE DANÇA

O Oscar de Direção de Dança durou ainda menos que o de Assistente de Diretor: apenas três anos. Premiava os melhores números musicais, podendo ser dado a um coreógrafo por mais de um número, inclusive por filmes diferentes.

1935 – Dave Gould, pelos números “I’ve Got a Feeling You’re Fooling”, de Melodia da Broadway de 1936 (Broadway Melody of 1936, 1935) e “Straw Hat”, de Folies Bergère de Paris (1935)

1936 – Seymour Felix, pelo número “A Pretty Girl Is Like a Melody”, de Ziegfeld, o criador de estrelas (The Great Ziegfeld, 1936)

1937 – Hermes Pan, pelo número “Fun House”, de Cativa e cativante (A Damsel in Distress, 1937)

Hermes Pan, ganhador por Cativa e cativante

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